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  Calendário de vacinas: Adulto

VACINA DOSAGENS E IDADES
BCG (1) Recém-Nascido com peso menor ou igual a 2.000 g.
Hepatite B (2) 3 doses (0,1 e 6 meses)
Bebês com menos de 2.000 g 4 doses (0,1,2 e 7 doses)
Palivizumabe (3) Aplicar durante o período de circulação do VIRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO.
Pneumocócica Conjugada (4) Aplicação mais precoce aos 2 meses, 3 doses (2, 4 e 6 meses e um reforço aos 15 meses
Gripe (Myxovirus influenzae) (5) 2 doses ( 6 e 7º. Mês)

IMPORTANTE!!
AS DEMAIS VACINAS DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA DEVEM SER APLICADAS DE ACORDO COM A IDADE CRONOLÓGICA.

COMENTÁRIOS

1) BCG – Alguns estudos mostram eventual diminuição da resposta imune ao BCG em menores de 1.500 g a 2.000 g. Por precaução aguardar 2.000 g para vacinar.

2) HEPATITE B – Os Recém Nascidos de mães portadoras do vírus B devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina específica para Hepatite B (HBIG) na dose de 0,5 ml via intramuscular até no máximo 7 dias de vida. Devido à menor resposta à vacina em bebês com menos de 2.000 g, desconsidera-se a primeira dose e aplicam-se mais três doses, resultando no seguinte esquema 0, 1, 2 e a última dose entre o 7 e 12 meses.

3) PALIVIZUMABE – Apesar de não se tratar de uma vacina, o prétermo de risco deve receber imunização passiva com o anticorpo monoclonal contra o Vírus Sincicial Respiratório, durante os meses de maior circulação do mesmo o que ocorre de maio a setembro.
É altamente recomendado para prematuros com idade gestacional menor de 28 semanas com até 1 ano de idade, e para Recém Nascidos com displasia broncopulmonar e cardiopatas em tratamento clínico nos últimos seis meses com até 2 anos de idade.
É recomendado para os demais prematuros até o sexto mês de vida, especialmente para aqueles com idade gestacional de 29 a 32 semanas, ou maiores de 32 semanas que apresentem dois ou mais fatores de risco: criança institucionalizada, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares severas.
Emprega-se a dose habitual de 15 mg/kg de peso, em cinco doses mensais consecutivas, aplicadas por via intramuscular

4) PNEUMOCÓCICA CONJUGADA – Recém-nascidos pré-termos e de baixo peso, apresentam maior incidência de doença invasiva pneumocócica, sendo que o risco aumenta quanto menor a idade gestacional e o peso de nascimento.

5) INFLUENZA – A indicação rotineira da vacina contra o influenza em lactentes de 6 a 23 meses, nos prematuros, é reforçada, pois estes apresentam maior morbidade e mortalidade pelo vírus. Deve-se sempre respeitar a sazonalidade da doença.

OBSERVAÇÕES

RECÉM-NASCIDO HOSPITALIZADO

Deverá ser vacinado com as vacinas habituais, desde que clinicamente estável. Evitar o uso de vacinas de vírus vivos: pólio oral e rotavírus. No caso da vacina contra o rotavírus não administrar antes de 6 semanas de vida.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE E CUIDADORES

Todos os funcionários da Unidade Neonatal, pais e cuidadores devem ser vacinados contra o influenza e receber uma dose da vacina tríplice acelular do tipo adulto, a fim de evitar a transmissão da Bordetella Pertussis ao RN.

VACINAÇÃO EM GESTANTES E PUÉRPERAS

A imunização da gestante contra o influenza é uma excelente estratégia na prevenção da doença em Recém Nascidos nos primeiros 6 meses de vida, época que ele ainda não pode receber a vacina. A prevenção do tétano neonatal não deve ser esquecida, e o momento do puerpério é oportuno para receber as vacinas contra doenças para as quais a puérpera é suscetível: hepatite B, hepatite A, rubéola, varicela e febre amarela.

 
Dra. Ligia Giusti Pereira - Responsável Técnica - CRM 45957